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Polícia Civil prende suspeitos de aplicarem golpe do bilhete premiado em todo país

Com eles foram apreendidos os falsos bilhetes premiados, anotações de orientações sobre o golpe e $100. 

A equipe da Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa) prendeu, Argemiro Francisco de Souza, de 65 anos, e Rodrigo Lemes Souza, de 37 anos, suspeitos de fazerem parte de uma organização criminosa especializada em aplicar o golpe conhecido como “bilhete premiado”. Os dois suspeitos foram presos, em flagrante, no bairro Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha. Com eles foram apreendidos os falsos bilhetes premiados, anotações de orientações sobre o golpe e $100.  Os resultados da operação foram apresentados na tarde desta quarta-feira (13), no auditório da Chefatura de Polícia, em Vitória.

Participaram da coletiva de imprensa o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda; o chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Romualdo Gianordolli; o chefe da Divisão Especializada de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (DRCCP),  delegado Fabiano Rosa e a titular da Defa, delegada Rhaiana Bremenkamp.

“Este é um golpe antigo e já foi conhecido por diversos nomes. Ele se utiliza da ganância e do interesse da vítima em ganhar algo fácil. Por ser um golpe já muito conhecido, acreditava-se que as pessoas não cairiam mais nele. Porém, os criminosos conseguiram dinamizá-lo”, ressaltou o delegado-geral.

Durante a coletiva, José Darcy Arruda também chamou atenção para que as vítimas do crime não se deixem envergonhar e procurem a polícia.  “Nós pedimos que venham denunciar o crime. Sua participação é essencial para nossas investigações e para que os envolvidos nessa prática paguem pelo que cometeram”, alertou.

A responsável pela Defa, delegada Rhaiana Bremenkamp, A.F.S. é do Mato Grosso e R.L.S. é de Goiás. “Os dois possuem passagem em vários estados pelos crimes de estelionato, roubo, furto, extorsão, falsificação de documento e associação criminosa. Eles foram presos após uma tentativa frustrada de aplicar um golpe”, disse.

Rhaiana Bremenkamp informou ainda que os dois estavam sendo monitorados desde o dia 11 de janeiro, quando uma senhora de 67 anos perdeu R$85 mil. “Ontem, acompanhamos uma tentativa de golpe. Conversamos com uma idosa que teria sido vítima deles, mas acabou desistindo de continuar as negociações. Logo depois, nós seguimos o carro dos detidos até Vila Velha, onde ele foi parado e eles foram presos em flagrante com todo o material usado no crime”, explicou a delegada.

Argemiro e Rodrigo foram encaminhados ao Centro de Triagem de Viana (CTV) e vão ser indiciados por estelionato tentado e associação criminosa.

 O golpe

Rhaiana  Bremenkamp explicou que os golpistas são rápidos e desaparecem logo após aplicar o golpe. “Eles costumam ser de outros estados e só vêm para cá com intuito de praticar o crime, ficando no máximo dois dias aqui. Os detidos afirmam que esse delito é praticado em todo país e que eles nunca retornam a um estado com o mesmo carro”, contou.

A delegada também afirmou que os alvos preferenciais do crime são idosos e, principalmente, mulheres. “Eles costumam abordar pessoas com mais de 60 anos pela rua, geralmente, próximo a farmácias e outros estabelecimentos comerciais. Os estelionatários também optam por bairros nobres, como Praia do Canto, em Vitória, e Praia da Costa, em Vila Velha”, acrescentou Bremenkamp.

A responsável pela Defa explicou que eles costumam agir em três, um primeiro suspeito que surge com o bilhete premiado, outro que aparece para dar apoio na mentira e um terceiro que atua como olheiro. “Geralmente o estelionatário aborda o idoso na rua pedindo informação e acaba dizendo que tem um bilhete de loteria. Nesse momento surge o outro envolvido que confirma a história do primeiro. Juntos, os dois suspeitos instigam a vítima a participar do golpe”, afirmou.

A delegada contou que os suspeitos prometem dividir com a vítima parte do prêmio. “Eles a levam até um banco, onde a convencem de sacar e entregar tudo que tem. O terceiro olheiro age sempre a distância, observando se a vítima está desconfiando ou se alguém do banco está chamando a polícia”, explicou Bremenkamp.

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