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Equipe do “Papo de Responsa” vai atender 57 escolas este ano

Todas as 31 unidades de ensino com os jovens do Fundamental II, do município de Aracruz, serão atendidas, entre elas cinco indígenas.

Cinquenta e sete escolas de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Aracruz receberão as atividades desenvolvidas pelo projeto social da Polícia Civil “Papo de Responsa”, em 2019. A novidade deste ano é que todas as 31 unidades de ensino com os jovens do Fundamental II, do município de Aracruz, serão atendidas, entre elas cinco indígenas, graças à parceria com a Secretaria de Educação do Município.

Para dar início ao planejamento das ações, representantes das Secretarias Municipais de Educação de Vila Velha, Serra e Aracruz e 60 profissionais da área da educação estiveram reunidos na última quinta-feira (14), na Academia de Polícia (Acadepol), em Vitória.

“Nossa meta este ano é atender dez mil jovens. Vamos trabalhar com as mais variadas áreas de conflito e realizar uma conversa direta com eles, no sentido de que entendam o protagonismo e a ideia de pertencimento. O jovem é responsável pelos seus atos e precisa entender que dentro da escola é uma complementação. Nós iremos trabalhar a prevenção, a não violência e a cultura da paz”, afirmou o diretor da Acadepol e coordenador do projeto, delegado Joel Lyrio.

De acordo com o responsável pelas ações, a primeira meta a ser desenvolvida é trabalhar com o território.  “Primeiro nós verificamos as escolas que manifestam o interesse em aplicar o projeto naquele ambiente. Sobre a abordagem dos temas, existe uma metodologia que os policiais aplicam, tratando de assuntos como bullying, relacionamento interpessoal, relação de conflito, trabalho com as mídias sociais, uso de entorpecentes e a violência de modo geral”, explicou.

Em 2018, o Papo de Responsa fechou o ano com um recorde e atendeu quase 21 mil jovens do Estado.

Atendimentos

No município da Serra, o projeto junto com a Coordenação de Projetos Especiais da Secretaria Municipal de Educação, atuará nas escolas EMEF Antônio Vieira de Rezende, EMEF Feu Rosa, EMEF João Calmon, EMEF João Paulo II, EMEF Paulo Freire, EMEF Professora Maria Istela Modenesi e EMEF Governador Carlos Lindemberg. As instituições estão situadas nos bairros Central Carapina, Feu Rosa, Planalto Serrano, Jardim Carapina, Vista da Serra II, Bairro das Laranjeiras e Barro Branco.

Já em Vila Velha, a equipe do Papo de Responsa atuará em parceria com o Setor Escolar de Atendimento Disciplinar (SAED), serão contempladas as seguintes Unidades de Ensino: UMEF Antônio Bezerra da Silva, UMEF Juiz Jairo de Mattos, UMEF  Macionilia Mauricio Bueno, UMEF Leonel de Moura Brizola, UMEF Saturnino Rangel Mauro, UMEF Pedro Herkenhoff, UMEF Marina Barcellos Silveira, UMEF Graciano Neves e UMEF Elson José de Souza.

O programa atenderá a escola EEEFM Elza Lemos Andreatta, na região da Grande São Pedro, em Vitória, além de escolas do município de Cariacica.

Papo de Responsa

Adotado há cinco anos pela Polícia Civil do Estado, o Papo de Responsa atua em áreas de maior vulnerabilidade social, realizando um trabalho de educação social nas escolas públicas.

O projeto foi criado por policiais civis do Rio de Janeiro. Em 2013, a Polícia Civil do Espírito Santo, por meio de policiais da Academia de Polícia (Acadepol) capixaba, conheceu o programa e, em parceria com a polícia carioca, trouxe para o Estado.

Papo de Responsa é um programa de educação não formal que, por meio da palavra e de atividades lúdicas, discute temas diversos como prevenção ao uso de drogas e a crimes na internet, além de bullying, direitos humanos, cultura da paz e segurança pública, aproximando os policiais da comunidade e, principalmente, dos adolescentes.

O projeto funciona em três etapas e as temáticas são repassadas pelo órgão que convida o Papo de Responsa, como escolas, igrejas e associações, dependendo da demanda da comunidade. No primeiro ciclo, denominado “Papo é um Papo”, a equipe introduz o tema e inicia o processo de aproximação com os alunos.

Já na segunda etapa, os alunos são os protagonistas e produzem materiais, como músicas, poesias, vídeos e colagens de fotos, mostrando a percepção deles sobre a problemática abordada. No último processo, o “Papo no Chão”, os alunos e os policiais civis formam uma roda de conversa no chão e trocam ideias relacionadas a frases, questões e músicas direcionadas sempre no tema proposto pela instituição. Por fim, acontece um bate-papo com familiares dos alunos, para que os policiais entendam a percepção deles e também como os adolescentes reagiram diante das novas informações.

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