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Caso Juliana Sales: Kauã disse que foi estuprado

O MP sustenta que os garotos, de 3 e 6 anos foram agredidos, estuprados e carbonizados, revelando a presença de um matador na cena do crime.

O Ministério Público recorreu da decisão da primeira vara criminal de Linhares em não pronunciar Juliana Salles, mãe dos garotos Kauã e Joaquim, a sentar-se no banco dos réus. Como estratégia desta vez relatou no pedido uma história de horror e sofrimento por que passaram as vítimas, na madrugada chuvosa e fria de 21 de abril do ano passado, quando os corpos foram encontrados na casa em que moravam no centro da cidade. O MP sustenta que os garotos, de 3 e 6 anos foram agredidos, estuprados e carbonizados, revelando a presença de um matador na cena do crime.

Na visão do Ministério Público, o motivo torpe que levou as crianças a serem brutalmente assassinadas foi o desejo do pastor Georgeval, pai de Joaquim e padrasto de Kauã, de buscar visibilidade para sua igreja e arrecadar mais dinheiro, já que eram lideres locais da igreja vida e paz. O relatório com mais de 50 páginas estava sob segredo de Justiça, mas foi divulgado agora. O conteúdo do documento da apelação do MP, aponta Juliana Salles, na época do crime, chamada de pastora, como co-autora no duplo homicídio. O Ministério Público afirma que Juliana Sales tinha conhecimento das agressões que os filhos sofriam e nada fez para salvar suas vidas. Além disso, as provas obtidas através de análises de mensagens trocadas pelo casal via WhatsApp, mostram uma mulher negligente, submissa e conivente com as práticas abomináveis do ex pastor.

Redação: Anderson Azevedo

 

 

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