Campo

Em Três anos de resistência famílias avançam na produção de alimentos saudáveis

O acampamento Índio Galdino completa três anos de revolução e
resistência, são 70 famílias que fizeram a ocupação da área 140 que na época
era um deserto verde de plantação de Eucalipto da Fíbria (hoje Suzano).

Comunidade foi assolada pela antiga Aracruz Celulose

Em 1964 existia a comunidade conhecida como Córrego Bom Jesus, que foi
destruída pela monocultura do Eucalipto, e hoje tudo está sendo restaurado,
incluindo a natureza, nos primeiros dias da ocupação não se via nenhum pássaro, nenhum animal, e hoje podemos ver que a natureza está em um novo ciclo, a fauna e flora estão de volta na área que era chamada de 140, como foi possível a fauna ressurgir na área, primeiro foi por preservação das áreas de proteção ambiental, plantação de plantas frutíferas, o que atraiu a presença de pássaros e animais.

Com o avanço do deserto verde toda a população foi obrigada a deixar a
comunidade, e restou apenas ruínas de uma velha igrejinha.

 


         Moradores fazem a restauração da igrejinha

A Igreja Bom Jesus de 1969, foi restaurada pelas famílias que vivem no acampamento Índio Galdino, e com freqüência tem missas e cerimônia, inclusive varias famílias participaram de uma missa em agradecimento aos três anos de existências do acampamento, e pelas conquistas da comunidade.

E hoje, essas famílias transformaram esta área num verdadeiro oásis, são diversas lavouras com uma grande diversidade de alimentos saudáveis e sem a utilização de veneno.
O setor de produção ajudou as famílias a definirem o tipo de lavoura para produzirem em suas áreas, para evitar que se tenha muito um tipo de cultura e menos de outros tipos.
Outras famílias optaram por criação de animais, aves, suínos, e gado, outras optaram por produzir hortaliças o que tem ajudado as famílias se tornarem alto-suficientes, e terem renda.

Em seu programa de fixação de famílias no campo o MST, tem como principio o trabalho e a agro-ecologia ou seja a produção tem que estar em harmonia com o meio ambiente, sem a degradação dos recursos naturais.
As crianças que vivem no acampamento são levadas de transporte escolar para as unidades de ensino que ficam na localidade de Jacupemba, em transporte da prefeitura de Aracruz.
Já as pessoas que precisam ir ao centro da cidade, contam com o transporte publico de segunda à sábado.
Famílias estão confiantes na conquista pela terra, pois os coordenadores fizeram o fracionamento da área cedendo a cada família uma área   para plantarem e construírem suas casas, e como isto o acampamento se tornou um pré assentamento.

Por: Adeilson Francisco



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