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Black Friday: Polícia Civil dá sugestões de segurança para o consumidor

Polícia Civil recomenda cuidados a serem tomados pelos consumidores para reduzir o risco de falsos descontos e vendas por empresas on-line.

Nesta sexta-feira (29) acontece a megacampanha de descontos Black Friday, que é
feita no Brasil desde 2010 e é aguardada pelos consumidores para as compras de final
de ano. A Polícia Civil recomenda cuidados a serem tomados pelos consumidores para
reduzir o risco de falsos descontos e vendas por empresas on-line.

O delegado responsável pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes
Cibernéticos (DRCC) e o titular da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor
(Decon), dão sugestões práticas de segurança para o consumidor capixaba. Pesquisar a empresa ou o prestador antes de comprar o produto ou contratar o
serviço, é a primeira sugestão dada pelo titular da Decon, delegado Eduardo Galvão.
“No caso de compras on-line, uma boa prática é procurar em sites de opinião as
impressões de compradores anteriores sobre o prazo de entrega e se o material é o
mesmo que foi anunciado pela empresa. Certamente, o consumidor deve se atentar
para não confiar apenas em opiniões de internautas, mas conferir em listas oficiais”,
disse.
Outro ponto que deve ser bem observado pelo comprador é o valor do produto.
“Sites em que os valores são pequenos demais em comparação às grandes lojas devem
ser duvidados”, afirmou Galvão. No caso de prestação de serviços e entrega de
produtos após o firmamento do contrato, o consumidor não deve efetuar o
pagamento integral antes do recebimento do que foi contratado.

O delegado Brenno Andrade, titular da DRCC, afirmou que tem crescido o número de
pessoas que realizam compras por meio da internet, não apenas nessa época do ano.
Concomitantemente, os números de crimes, principalmente de estelionatos,
cresceram também. “Para evitar que isso aconteça, antes de comprar procure no site da
empresa os selos Internet Segura ou Site Seguro, que indicam que o site toma medidas
de segurança para proteção das informações passadas pelos clientes”, indicou.

Brenno Andrade explicou que na hora de fechar a transação é preciso observar se o
navegador da internet exibe o ícone de cadeado na parte inferior ou na barra de
endereços. Ele ressaltou que se deve verificar se o site de comércio eletrônico informa
o CNPJ, o endereço físico e o telefone da empresa, conforme o Decreto Lei 7962/2013,
que regulamenta o e-commerce no Brasil.
“Atitudes que parecem pequenas, como não utilizar um computador público para
efetuar a compra; não guardar dados do seu cartão de crédito para compras futuras no
dispositivo móvel; sempre manter atualizado o antivírus do computador e ter sempre
muito cuidado com links, sites e possíveis e-mails falsos, que direcionam para arquivos
maliciosos, também são atitudes que previnem, e muito, futuros crimes”, ressaltou
Brenno Andrade.

Mesmo com os cuidados, ambos apontam que corremos o risco de cair em algumas
armadilhas diariamente. A Polícia Civil (PCES) orienta que vítimas desse tipo de crime
procurem a delegacia mais próxima de onde residem e efetuem o registro da
ocorrência para que as investigações sejam iniciadas e os criminosos sejam
identificados.

Para elucidação de demais dúvidas, a DRCC e a Decon, além da Delegacia Especializada
de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa), estão abertas das 8h às 18 horas, de
segunda a sexta-feira:
– DRCC – Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos: (27)
3137-2607.
– Decon – Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor: (27) 3132-1921.
– Defa – Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações: (27)
3137-9043.
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