Polícia

3ª fase da Operação Replicante do Ministério Público do Estado do Espírito Santo

Foi deflagrada a 3.ª fase da operação “REPLICANTE”, investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – GAECO-CENTRAL – do Ministério Público do Estado do Espírito Santo, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal, que apura a existência de organização criminosa destinada à prática de fraudes na emissão de Certificados de Registros de Veículos no Estado do Espírito Santo (CRVs), por inserção de dados e falsificação de documentosperante sistema do DETRAN-ES.

As investigações revelaram provas de fraudes no registro de veículos em nome de inúmeras pessoas (mais de 400 proprietários – “laranjas”), com utilização de notas fiscais falsas contendo números de chassis correspondentes a veículos exportados ou comercializados ao Exército Brasileiro, estando sob investigação cerca de 895 registros de veículos perante o DETRAN-ES, com valor estimado de fraude superior a R$ 100.000.000,00 (cem milhões de reais), com potencialidade criminosa múltipla, dentre as quais a de realização de empréstimos bancários com utilização, em garantia, de CRVs fraudados no Espírito Santo.

As fases anteriores da operação contaram com o cumprimento de mandados de busca e apreensão e prisão temporária de despachantes, servidores públicos do DETRAN-ES, intermediários e demandantes das fraudes e resultaram no oferecimento de denúncia criminal em face de 07 pessoas (1.º núcleo da organização criminosa), perante a 3.ª Vara Criminal de Vila Velha/ES.

As análises de dados do material apreendido em poder dos demais investigados estão sendo realizadas e as investigações prosseguem na identificação de outros possíveis integrantes da organização criminosa.

A terceira fase da operação REPLICANTE está direcionada ao cumprimento de mandado de busca e apreensão domiciliar expedido pelo Juízo 3.ª Vara Criminal de Vila Velha, efetivado na manhã de hojepela Polícia Rodoviária Federal, em face de investigado residente na cidade de Caratinga-MG,identificado como possível demandante das fraudes(núcleo de pessoas que utilizam nome de terceiros e documentos falsos destinados à realização das fraudes).

A apuração dos fatos seguirá com a análise dos documentos apreendidos, de mídias e de dispositivos móveis, bem como oitiva de pessoas.

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